Claro de Luna

segunda-feira, 30 de junho de 2008


Está frio e nada escrevo...
Afasta-se de mim os rascunhos, o que vejo.
A caneta treme sobre minhas mãos penosas
Enquanto minha alma é anfitriã
Dos fantasmas que me assombram...
(não me dou satisfeito por nada,
(Pois tudo o que possuo eu os perco.)
Quebrei meus braços nos sonhos,
Quebrei meus sonhos com as mãos,
É curto meu espaçamento de dia,
Às vezes quando encontro o desespero
É buscando o que um dia foi eu
(nunca encontrei se quer vestígios,
(De um dia de satisfação.).
Nada escrevo...
Nada...
As folhas se negam a aceitar meu nome,
Torno-me a tragédia da vez,
Minha alma é tão rala
Que não sei se morrei.
(por muitas vezes tive amor,
(Por muitas outras o reneguei.).
Se procuro alguém nunca o encontro,
A inconstância de minhas horas é suprema
Assim como meus dias são nulos.
Nas dores que minha carne estúpida,
Nos gritos que minha alma acalenta,
Punge no vento fraco que beija meu rosto
Algo que minha alma não se lembra...

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