Claro de Luna

domingo, 29 de junho de 2008

Deriva


Assoprei minhas alegrias
No mar da piedade,
O mar me trouxe ondas fracas
Onde me acenava à saudade.

Dentro de mim onde sempre assoprei
Nunca vi minha verdade,
Somente o lamento das ondas
Que me avisavam a tempestade.

Navega alegrias, navega
Que eu lhes dou minha vontade,
Busca-me dentro de mim
Pois em tu repousa: Esperança e liberdade.

É tão profundo alegrias
Esse mar em que entreguei,
Todos os mares do mundo o invejariam
Se soubessem onde o encarnei.

Chorei tanto alegrias... Tanto!
Quando percebi,
Minha alma já se encontrava boiando,
E eu displicente, nunca aprendi a nadar.

(às vezes quando o mar transborda,
São meus olhos o dilúvio.).

Vejo-te alegrias tão longe
Que nem tem forças para prosseguir,
Pesa sobre tu minhas desventuras
E tudo que não consegui.

Não lute alegrias,
As mãos de minhas tristezas são mais tenebrosas.
Afunda alegria, afunda...
Que eu não sei nadar.

Um comentário:

elizane disse...

Lindo, Maravilhoso simplesmente divino, parabéns...