Claro de Luna

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Mudaram as estações...nada mudou...


Para todos os amigos que visitam este blog... Gostaria de agradecer e que se puderem acompanhe meu novo blog de poemas: www.romanovpuskin.blogspot.com

Obrigado pela Compreensão de todos!

sábado, 24 de abril de 2010

Apartir de hoje postarei ideias e pensamentos tambem.



Não sei por que meus dias são orquestrados, sinto uma efêmera dor que me traga por dentro.
Sinto-me vazio, vazio de mim.
Sempre pondera-me o tempo como perdido, eu perdendo a linha de mim mesmo.
É como perder um trem e velo avassalar estrada a fora.
Às vezes quase por sempre sinto-me prisão, cárcere de minha alma.
Posso ser o arquiteto de minha desventura, não nego minha culpa em ter entrado nesse caldeirão alucinógeno de solidão. Apenas gostaria que alguém ouvisse que me dói demasiadamente esse percalço.
Se alguém tiver a oportunidade de se livrar desse inquilino por horas estapafúrdio: Livre-se
Não torne-se um promontório desolado e incoercível como Eu.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Lonely


Encontrei-me revirando as cartas que não fiz
As fotos que não tiramos
Os risos que não demos.
Eu observei a efêmera latência que desprendia de meu peito
E se desritimava ao som de seus passos longínquos.
Eu abneguei minha dor em busca de algo mais alucinógeno que a anciã de seu regresso.
Contei aos corvos a visceral magoa dos meus dias, a ampulheta que rege o sorriso macabro do silencio dos mortos.
Escrevi historias vigentes de medo.
Compunha amor, amor desmedido.
Quis amar a quem não tinha...

sexta-feira, 5 de março de 2010

Posologia


E se paro e não sigo,
Se sigo não fardo
Fardo a fadiga
Em um fungo: eu pasmo.
Se me queixo na beira,
Beirando um sonho,
Nas vésperas asneiras
De um clero de sonsos.
Delírio escrito?
Numa lira corrida, estampida, antilhada,
Que muda de forma e ninguém me lê nada.
Holocausto, cadê meu rotulo?
Rotula-me alguma mentira,
Dos dias de gloria
Das horas da rima...de rima....de ripa...de cina...
(Cesário perdoa esse homem por seu campanário!)
Ai de engolir o breu o Adeus,
Assim saberei quando arde,
Ou quando tardamos a falha,
Se falha a malha torta que torço
Diz-me que não é a bandeira desse Pais.
Vai! Punge onde beija os santos montes dos mouros
Um lugar onde não se pode jazer-se.
Manter por sua própria fome, a lei que perjurou em blasfêmia...
Efêmero se torna o principio...
Ordem! Ordem! Pede-nos a clemência.
Na ordem incessante de ecídios; vem que é tempo de afogar em aplausos.
Verde amarela vinde mortalha,
Rasga ainda esse cérebro de marfim,
Rompe essa lapide de talhas,
Mostra o terror aos querubins.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Prognostic


Amar e sobre esta condição aristocrata
Mantelos colecionáveis e sempre pulsantes, vibrantes a corda que lhes tire o ar.
Querer tornar-se amável e nunca amar ninguém.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Sinopse


Olhando meu relógio estadista
Observei atento a ampulheta de meu tempo corrosivo,
Percebi que sempre precisei de tempo
E minha vida nunca me deu ouvidos.
Eu chorei quando mais perecia a angustia,
O vasio de nunca ter se sentido.
(Afinal qual das horas ingratas da vida...
o homem pode ser jugado vencido?)
Calamidade de vida contemporânea,
ou a fadiga de um auspicio antigo?.
Derramei essa taça salobra de sanidade
As minhas quimeras ensandecidas de sede.
Ameigei uma cura ineficavel, a uma antítese coagulada estridente.
Prostei meu escárnio na face
A dor que me agoura no peito,
Enquanto todos renascem na alegria de uma ilusão imutável
Eu aos solavancos me junto entre destroços, os cacos.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Versejo VIII


Era manha quando dei por falta de mim,
Vi o que havia restado se não magoa industrialmente conservada
E minha cólera naufragada em minhas rimas.
Eu quis amar, sendo que do homem é furtiva essa busca insana
A qual não saciada esvaece-se aos poucos a alegria.
Eu como promontório ao qual me tornei fatigado
pelas escolhas de um caminho ao qual abdiquei,
Desejei um velório justo ao que um dia acreditei ser eu.
Não gritei em frenesia quando todos partiram,
pois já me era esperado as Antilhas solitárias
aos quais muitos foram amaldiçoados
por querer mais do que deviam...amor.
O que resta a uma tempora destilada e mórbida
que não saliva em estase de vida?
(sendo que tudo que morre um dia vinga...)
Acredito que aquela sim, foi minha primeira manhã,
Ao qual sentir-me como veras ser a verdade:
Matéria, tempo e espaço vazios,
perdido em um mundo de espasmos.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

sacrifice


Não atenuei sua massa cinzenta corpórea,
A desejei em espasmos distantes
Como quem ama só por contemplar o findar milagroso do dia.
Por variadas e insanas vezes
Quis tornar-me um sorriso, uma lembrança, um desejo qualquer nas jardas de sua vida.
Não me comportei a vertigem alguma
Se não de tela por um breve espaçamento de tempo e meus longínquos rastros.
Acalentei-me nos teus sonhos,
Como quem espiona um inimigo mortal.
Vi em testemunho seu bradar, lacrimejar, seus dias de ódio e fúria
Assim como os incisivos planos, o gozo terrestre e os arcanjos mimos e ternuras.
Abneguei minha opacidade e a exatidão tão efêmera
Que me alastrava a desértica alma em honra ao teu nome.
Busquei os floridos jardins invés das masmorras úmidas.
Fiz do meu medo tua ponte.
E por quantas vezes foi prenunciada a lastima em meu colo abafando seus soluços
Por outra alma estapafúrdia
Eu a levei ao porto quando quis partir...
E assisti mudo...
Estático enquanto minha alma se desvencilhava de meu corpo.
Afeiçoei-me a sua existência.
E você nunca o saberá.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

ébrio





Quando em minha alvorada vier devotar-me o amor,
Manda-o ir embora, pois já me açoita o balaustre.
Diga a esse impostor que é demasiada tardia o vingar de sua antologia bipolar.
(De certo que me fizeste falta,
Em outras primaveras sombrias.)
Traga-me a ave agourenta dos segundos
Onde os corvos banquetearam sobre as disipulas dores maciças,
Para que liberto eu possa vangloriarme dessa despedida.
Que eu, cárcere de minha alma, possa enfim amar incondicionalmente a alma devaneia.
Que os bons ventos o tragão a minha estância
E que em meu âmago seja feito o seu lar.
Bem dizidos são aqueles que sobre suas incostancias
Encontran-se elevados nas trombetas celestiais do amor.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

invólucro


Pende-se tudo que um dia vinga cair,
Assim como o coração tem seu tanto, nem pouco fardo de tristeza.
Por ventura quase nunca indagamos,
Prolixos, pateticamente coerentes a quem sacuda a coroa de cardumes e visgo.
Não devotamos lagrimas alguma a qualquer ser espartano adjacente aos condóminos desta capsula lasciva de anceios Puritanos.
Desejamos o bem querer anbíguo da vertente de nossas fontes, onde Jora-se as margens placitas turbilhões de mentiras invertebradas.
Para assim, indigeridos de nós mesmos, confortarmo-nos da ideia de que somos seres sociáveis.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

poema



A quem acompanhe em navios

Futuras quimeras desmembradas, goles profundos de sonhos,

alguns suspiros de adeus.

Na palavra embalsamada nos lábios, o silencio que antecede um Deus,

Alguns gorjeiam como gralhas a malha,

Outros destilam em taças Orfeu.

sábado, 27 de junho de 2009

Side


De certo que foi lançado o albatroz
A lacuna dos pilares se dissolve em morgados nós.
O aperto na garganta da saudade dos contos gregorianos
A valsa dos movimentos puros desnudados.
Se lhe é ofertada, que se viva o calmario destino.
Avante! Antes que brande a corrente celeste
Dos frutos silvestres de um crime feliz.

domingo, 28 de dezembro de 2008


Iludir-se...
Transbordar a taça craniana
Do vazio ilusório que esta cheio
Agarar-se enquanto se cai
Nas sísmicas ranhuras dos pensamentos.
Saudade intransigente de fatos.
Moldes rotulados na perpicasia incoerente.
Ira enlatada sem validade.
Algo que doa...
Tudo que afoga...
Nada que valha a pena um cinismo.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008




Repousa nas profundezas esguias
O promontório sentimento ilegível.
Protótipo humano malevolente com mil caminhos extirpados,
Maneiras tétricas de encaminhamento
E o desenvolvimento incapaz de sua anatomia fecunda.
O único sentimento que destingiu e eleva o homem dos animais...


...não mais nos desintoxica.

Se me perco no escuro
É procurando o que quer que seja de rastro,
Uma fagulha de luz
Ou um diagnóstico de pensamento.
Caminho em passos curtos, ralos
Como quem se adianta ao seu funéreo destino.
Penosamente sou a coerência dos pensamentos indagáveis,
Indigeríveis são os meus meios e seu ápice
De coerência remota destilada.
Velo o amor que persiste em coagir-me,
O mergulho em uma porção considerável de labirintos intermináveis.
Finjo a tristeza humana calamitosa e fadonha
Que com suas mãos abre os poços insanos,
Para assim, iludido; Abandonar-me esse sentimento moribundo.
Eu enlouquecido com a podridão do reflexo de minha carne,
Envaideço-me de delírio
E do segredo da caixa de pandora que esculpi.
De que vale um corpo?
Se corre ao oposto a essencia.
Eu algoz: presídio de minha alma,
Ancoro meu navio fantasma de sonhos
Nas ilusórias paginas perdidas da esperança...
...cambaleio todos os dias
Tombando a morte,
Renasço todo dia futuro
Como um corvo desalinhado por um golpe sutil e fatal
Tornando-se um promontório vazio e desolado.
Se me perco no escuro
É porque observo estático e impregnado de dor...

...o fim.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008


Cálidas gotas possuem o rosto...
Apele em vermelhada, mãos suadas,
Olhos atônitos, palavras gaguejadas
Para uma futura frase perdida, lagrima postiça...
Mentiras aceitas... Desculpas refeitas
E continua-se o enredo maligno teatral incorpóreo da vida.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008


Faltaram-me as horas,
Quando nossos mares se estranharam
Em uma tempestade aterradora
A qual não haveria vencedores
Se não o afogamento de ambos.
Aplaudimos juntos a mesma mentira mesurada
Assim como as palavras em vão
Que um diagnosticava ao outro.
Restringimos o que sobrou de nós
A uma pequena cápsula lasciva de amor
Para tentarmos manter vivo
O que já não podia viver.
Velamos juntos o mesmo cadáver
Com finalidades diferentes.
Dialogamos em um desentendimento incomum...
Premeditando a solidão dolorosa.
Quantas duvidas ficaram espalhadas as milhas
Por todo o chão batido de lastima.
Não houve controvérsia
Na conclusão de nossos pecados...
Eu fiquei estático na sala,
Enquanto minha alma foi espreitá-la na janela
Vendo sua ultima partida...
Derrotados, ambos sabíamos
Que não podíamos acordar os mortos.

sábado, 22 de novembro de 2008


Não se vá ambigüidade profana
Pois mesmo que os dias faleceram
Ainda se pode matar alguma coisa
Que não sejam as horas que se esvaem aos jorros
Na pele mortuária.
Prega-se o aroma das velas,
Das cinzas matinais, rezas sem vida, vidas sem rezas...
...como se todos velassem
Silenciosamente e incondicionalmente
A contagem regressiva da vida.

sábado, 25 de outubro de 2008

Por amor!




Eu ja fiquei triste
Eu já tremi e chorei
Já quiz saltar para o inferno
Já cerrei meus pulsos
Já apaguei as pistas
Já me escondi atrás dos muros
Eu fiquei triste, eu lembro
Eu desejei morrer
Mas morrer significaria te enterrar comigo
Eu sofri muito eu digo
Eu gritei alto
Eu chorei até perder
Perder as forças no meu corpo
Mas eu lembrei de vc.


Ao meu amado Adamah que habita meu âmago e se eternizou em mim
Andreia Gomes (Princesa lara)

sábado, 18 de outubro de 2008

Holocausto


Até onde chegara esse espírito maligno humano?...
Se não trevas adentro!...
Assisto todos os demônios dias
O enorme patamar em que a dor alcança,
O tilintar das taças e estouro de champagne.
Atravesso mares de lágrimas
(quantos cadáveres já me deparei boiando
Ou acreditando que ainda podem viver.).
Quantos corações foram abertos
Acreditando em contra versos
Ou naquele inimaginario e ditoso amor sempre esperado.
(muitos já julgam ser apenas mais uma de tantas lendas.).
Não sei em que a fé hoje consiste,
Senão ao que se pode tocar e ver na incongruência das mentes vazias.
Deus!!!...Senhor dos desgraçados,
Rogo, não por mim...
Mais por aqueles que ainda têm essência nos olhos.
Salvai-os desse caldeirão infernal
Ao qual fomos de mãos dadas atados.
(não pedirei por mim...
...seria impetulância de meu cadáver.).
Eu rio da merchandagem que o homem em extorque,
Balbucio incógnitas as minhas grotescas feridas.
Observo-me atônico a tudo que perpassa no caos
Em que tudo se transforma...
A humanidade me comove a alma.